
Segundo avança o Expresso, o conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu, esta quinta-feira, manter a taxa de refinanciamento em 4,5% e a taxa de remuneração dos depósitos do sector bancário em 4%, a mais alta de sempre.
Esta paragem era esperada pelos mercados.A reunião decorreu em Atenas no Banco da Grécia. A última vez que os decisores do euro se reuniram na capital helénica foi em 2008, no ano da crise financeira mundial, e antes do ciclo de crises da dívida pública e de resgates na zona euro que arrancou dois anos depois.
Depois de um ciclo de dez subidas consecutivas dos juros desde julho de 2022, o BCE optou, finalmente, por parar o aperto monetário para avaliar o efeito na inflação do aumento em 4,5 pontos percentuais (450 pontos-base) das suas taxas diretoras.
A autoridade monetária do euro considera, agora, que “a inflação desceu consideravelmente em setembro [para 4,3%, o nível mais baixo desde outubro de 2021], incluindo devido a fortes efeitos de base, e a maioria das medidas da inflação subjacente [excluindo as componentes mais voláteis da energia e alimentação] continuou a abrandar”.