
O Banco de Portugal já reviu a recomendação que impunha aos bancos simular um agravamento da taxa de juro para saber se os clientes tinham capacidade de pagar o empréstimo, caso as taxas de juro subissem. O indexante reduz-se para metade em empréstimos a mais de 10 anos, de 3% para 1,5%
O supervisor bancário avançou esta segunda-feira com a nova percentagem que os bancos devem aplicar ao indexante que utilizarem quando concedem um empréstimo para compra de casa, ou um crédito ao consumo.
O alivio deste choque à capacidade financeira dos clientes foi anunciado no verão pela administrador do Banco de Portugal, Clara Raposo. E a justificação prendeu-se com o facto de a simulação de 3% ditar taxas de juros na ordem dos 7%, o que não era expectável mesmo com a subida das taxas determinadas pelo Banco Central Europeu.
Tornou-se, então, necessário rever a medida já que os testes no actual contexto inviabilizavam a compra de casa por simularem em cima dos actuais juros mais 300 pontos base, ou seja 3%.No caso de contratos superiores a 10 anos – mais utilizados para compra de casa própria – o percentual de taxa a aplicar será de 1,5% e não de 3%, como acontecia até agora. No caso de o contrato ser até 5 anos e 10 anos, praticado no crédito ao consumo, a simulação “ de aumento de juros será de 0,5% e de 1% (em vez de 1% e 2%), respectivamente”.