Banco de Portugal vai aliviar esforço para concessão de crédito à habitação e ao consumo.

O Banco de Portugal vai aliviar a taxa de esforço que os bancos têm de simular quando concedem um empréstimo às famílias, de acordo com as informações recolhidas.

Esta alteração deverá entrar em vigor entre o final de setembro e o início de outubro e visa sobretudo “desapertar” uma medida de acesso ao crédito que se tornou demasiado restritiva com a escalada das taxas de juro no último ano.

Mais concretamente, o supervisor vai desagravar o choque de taxa de juro que os bancos simulam quando calculam a taxa de esforço das famílias para avaliarem a capacidade de cumprimento do contrato num cenário stressado.

Actualmente, as famílias têm de cumprir uma taxa de esforço até 50% quando contratam um empréstimo da casa. Ou seja, os encargos com a prestação mensal não podem representar mais de metade do rendimento. Para calcular esta taxa de esforço – tecnicamente conhecida como Debt Service-to-Income (DSTI) – o banco tem em conta a taxa de juro do contrato e à qual soma um choque de 300 pontos base (3%) para acautelar que a família tem a capacidade de continuar a pagar o crédito.

É justamente este choque – que se aplica a novos contratos com taxa variável ou mista — que o Banco de Portugal se prepara para aliviar: em vez dos 300 pontos base, o banco passa a simular um cenário de stress de uma subida das taxas de juro de 150 pontos.

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