Cerca de 73,15% dos novos créditos habitação com taxa variável.

Os novos dados do Banco de Central Europeu (BCE) vêm comprovar uma tendência nos créditos habitação em Portugal que, de todos os países da União Europeia, é onde mais se registam novos créditos habitação com taxa variável, um número que se fixa nos 73,15%.

À frente de Portugal só estão a Estónia, com 91,20%, a Finlândia, com 98,10%, a Letónia, com 90,42% e a Lituânia, com 96,48%.

Vários são os estudos que indicam uma tendência favorável na escolha da taxa variável a longo prazo, no entanto, para os clientes bancários, e num momento imediato, estes sujeitam-se às variações dos juros o que, consequentemente, tem efeitos na prestação mensal.

Para as famílias portuguesas, sobretudo, estas oscilações manifestam-se numa inconstante relativamente aos seus orçamentos, que têm de ser geridos consoante as taxas de juro aplicadas aos créditos. Tudo isto terá levado a renegociações do crédito, pela instabilidade financeira criada.

Quanto ao stock de crédito habitação, não existem ainda dados do BCE, no entanto, 90% deste, só em Portugal, é a taxa variável.

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