27% do Crédito à Habitação tem baixa eficiência energética.

Segundo avança o ECO, na carteira de crédito à habitação dos bancos, a transição climática não é um problema. “Dos empréstimos à habitação sob análise, 63% do montante estava concentrado nos quintis de intensidade energética mais elevados”, revela o Banco de Portugal no primeiro relatório sobre a exposição ao risco climático do sector bancário publicado, publicado esta quinta-feira.

Significa que menos de um terço do crédito à habitação apresenta uma baixa eficiência energética. Além disso, os dados recolhidos pelo Banco de Portugal revelam que apenas 4% do montante de crédito à habitação apresenta simultaneamente uma baixa eficiência energética e um rácio loan-to-value (LTV) superior a 80%.

“Esta análise permite, assim, concluir que dos empréstimos bancários com um maior grau de risco – aqui identificados como rácios loan-to-value (LTV) atuais superiores a 80% – apenas uma pequena proporção tenderá a ter uma eficiência energética mais baixa“, revela o Banco de Portugal.

Para o banco central, “é importante acompanhar este indicador no futuro, bem como os efeitos futuros de possíveis fatores mitigantes como (i) requisitos legais mais exigentes em termos de certificação energética, (ii) condições mais exigentes da oferta de crédito para novos empréstimos, e (iii) incentivos que possam ser desenvolvidos para uma melhoria da eficiência energética de imóveis mais antigos.”

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